Recordação ativa representa um diferencial para quem busca aprender de forma profunda e pode transformar a rotina de quem está se preparando para o ENEM e vestibulares.

O dia a dia de quem se prepara para provas do ENEM ou dos diversos vestibulares do Brasil é marcado por longas horas de estudo que envolvem leitura, anotações, revisões, realizações de exercícios e simulados.

Porém, lembrar daquilo que foi estudado, na tensão do dia da prova, nem sempre é uma tarefa fácil para os estudantes.

Praticar a recordação ativa pode ser o diferencial para você realmente lembrar do conteúdo estudado quando mais importa na hora da prova.

Afinal, trata-se de uma das ferramentas mais eficazes para fortalecer a memória e aumentar a retenção daquilo que foi estudado.

Ficou interessado em saber como essa técnica pode não apenas transformar a sua rotina de estudos, mas também elevar sua confiança e desempenho na hora da prova?

Continue a leitura e confira.

Entenda como funciona a recordação ativa

Conceitualmente, recordação ativa, ou active recall, é uma estratégia de aprendizagem baseada na recuperação deliberada de informações da memória sem consulta imediata ao material.

Na prática, essa técnica funciona mais ou menos assim: você provoca o seu cérebro a buscar o conteúdo armazenado.

Quando se refere à rotina de estudo, diferentemente dos métodos passivos, como reler, destacar trechos, assistir vídeos ou cessar conteúdos repetidas vezes, na recordação ativa o aluno busca lembrar da informação sem olhar o material.

Aplicado no seu dia a dia, a técnica funciona da seguinte forma: você lê o conteúdo uma vez, fecha o seu livro, apostila, PDF ou vídeo e vai buscar na sua memória aquilo que estudou.

Esse processo obriga o seu cérebro a “trabalhar” para recuperar a informação, fortalecendo as conexões neurais envolvidas naquele conteúdo. E quanto maior for o seu esforço de lembrar, maior a consolidação da memória.

Comparada à rotina semanal na academia, essa técnica funciona como se fosse um treino, só que fortalece o músculo da memória.

Também chamada de “recuperação ativa”, pode-se definir como um método de aprendizagem no qual você se testa continuamente, forçando seu cérebro a resgatar a informação armazenada ao invés de revisar, reler ou consultar o material.

Um estudo, publicado na Psychological Science, comprova que alunos que estudaram trechos de prosa e que praticaram recordação ativa lembraram muito mais conteúdo em testes realizados uma semana após a leitura, diferente daqueles que apenas revisaram o texto.

5 maneiras práticas de aplicar a recordação ativa nos seus estudos

A recordação ativa não traz uma fórmula padronizada de ação. Ela envolve práticas que forçam o cérebro a trabalhar.

Também pode ser incorporada à rotina de estudos de diferentes formas, como, por exemplo:

Resumos sem consultar o material

Fazer um resumo sem consultar o material que você estudou é uma forma de treinar a recordação ativa.

Nossa dica é: após terminar o seu estudo, feche o material que você usou, seja ele uma apostila, livro ou notebook e escreva com suas próprias palavras tudo o que lembrar, sem consultar nenhuma fonte.

Esse esforço ativa a recuperação da informação e aprofunda a compreensão.

Flashcards com perguntas e respostas

mulher colando post it

 

No dia a dia, os flashcards já são ferramentas poderosas de estudo, que ajudam a exercitar a recordação ativa.

Tratam-se dos cartões que funcionam com o método de pergunta de um lado e resposta de outro. São usados principalmente para testar a memória na hora de revisar um conteúdo.

Nessa hora, concentre sua atenção na pergunta e tente responder mentalmente antes de virar o cartão.

Esse esforço de recordar a informação ajuda a consolidar a memória de longo prazo e a fortalecer as conexões neuronais.

Autoexplicação em voz alta

Uma forma de praticar a recordação ativa na sua rotina de estudo é explicando o conteúdo como se estivesse ensinando alguém.

Explique o assunto em voz alta, de forma organizada.

Esse exercício exige clareza mental. Se acontecer a famosa “travadinha” ou dúvidas na explicação, pode ser um sinal de que você não compreendeu bem e que precisa revisar alguns pontos específicos.

A autoexplicação também é uma forma de você desenvolver a sua capacidade argumentativa, essencial em questões discursivas e na redação do ENEM, além de alguns vestibulares.

Testes práticos frequentes

Você também pode treinar a recordação ativa resolvendo questões regularmente, inclusive antes de terminar todo o conteúdo que tem para estudar.

Praticar testes melhora a retenção da informação.

Um modo de fazer isso é incluir simulados e exercícios na sua lista de estudos semanal.

Estudos espaçados com revisões ativas

Outra dica para treinar seu cérebro é combinar estudos de espaços ou repetição espaçada, com revisões ativas.

Afinal, quando você revisa seu conteúdo em intervalos regulares e crescentes, de forma ativa, potencializa ainda mais a retenção de longo prazo.

Por isso, sempre que for revisar, comece tentando recordar o que já foi estudado antes de acessar qualquer material.

Quanto mais você praticar a recordação ativa, mais natural se torna lembrar do que estudou, além de reduzir os riscos do famoso “apagão” na hora da prova.

Compreendeu como a recordação ativa pode transformar a sua forma de aprender e a rotina dos seus estudos?

Agora, que tal continuar aqui no blog e descobrir os conteúdos que mais caem na prova de matemática no ENEM?

 

 

Yasmin Sá Cerqueira Aluna aprovada em Medicina na Unicamp
Vitor Lordelo
Medicina – USP e UNICAMP 2023

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