A Fundação Universitária para o Vestibular (Fuvest) apresenta mudanças significativas para a redação a partir do ano de 2026.
Essa fundação é a responsável pelo vestibular da Universidade de São Paulo (USP), sendo a responsável pelos exames de admissão dos candidatos aos cursos superiores promovidos por essa instituição.
A USP, por sua vez, é uma das maiores e mais prestigiadas universidades do mundo.
De acordo com a consultoria Times Higher Education (THE), a USP é a única universidade da América Latina a constar do ranking das 150 instituições com maior reputação acadêmica no mundo, ocupando a 101ª posição.
Todo esse prestígio leva milhares de estudantes a buscarem pelo ingresso nessa universidade, portanto, vale a pena estar atento às novidades e as mudanças realizadas pela Fuvest, especialmente no que se refere a redação.
Continue a leitura do nosso post e confira detalhes a esse respeito!
O que muda na redação da Fuvest a partir de 2026?
A redação é uma dos mais importantes quesitos na avaliação dos candidatos a vagas no ensino superior.
É através dessa avaliação que se torna possível verificar as habilidades essenciais dos candidatos à universidade, tais como:
● interpretação de textos,
● argumentação,
● organização de ideias,
● domínio da língua portuguesa.
A partir da redação, avalia-se a capacidade do candidato em se comunicar de forma clara e coerente, além de possibilitar o entendimento que esse tem a respeito de temas relevantes.
Para isso, a Fuvest traz, a partir do vestibular 2026, as seguintes mudanças:
Escolha entre gêneros textuais
Uma das principais novidades do vestibular da Fuvest 2026 está na possibilidade do candidato escolher o gênero textual com que deseja apresentar a sua redação.
Ela deixa de ter a obrigatoriedade de ser dissertativo-argumentativa, podendo ser escrita a partir de carta, crônica, discurso, roteiro e outros formatos.
O objetivo é explorar as habilidades do candidato a partir de uma proposta que:
● estabeleça relações entre textos verbais e multissemióticos,
● observe, sobretudo, os usos da língua nos meios digitais em suas múltiplas variações e em excertos de obras de literaturas em língua portuguesa e de temáticas filosófico-sociais,
● exija a atenção do vestibulando às normas que regulam os textos científicos,
● requeira argumentação que obedeça aos princípios retóricos (de comoção, instrução e deleite do leitor), sustentada em informações e dados extraídos de fontes verificadas e seguras.
Foco na argumentação com mais liberdade de forma
Essa mudança visa possibilitar e ampliar as formas de expressão e interpretação do tema, valorizando a construção de argumentos dentro de diferentes formatos.
Com isso, torna-se possível observar e avaliar novas competências no que se refere a:
● leitura,
● produção escrita.
O vestibulando, portanto, passa a escolher o melhor gênero textual para expor e desenvolver o tema solicitado de acordo com a habilidade na qual possui maior facilidade e competência.
Mudança no critério de correção e valorização da autoria
A partir dessa mudança na redação, os critérios de correção na autoria e no posicionamento crítico do candidato também se modificam.
No entanto, a Fuvest não informou com detalhes quais são os critérios de correção a serem adotados, uma vez que cada gênero textual possui suas próprias convenções.
A fundação afirma que a Banca Corretora de Redação está preparada para avaliar os textos independente do gênero escolhido pelo candidato, considerando sempre os parâmetros estabelecidos para cada um deles.
Por que a mudança da Fuvest causou tanta polêmica?
Essa mudança da Fuvest acabou se refletindo em polêmicas, já que uma carta aberta foi endereçada à fundação por parte de um grupo de estudantes que questionam essa atitude.
A partir da realização do Simulado de Redação da Fuvest 2025, de acordo com os estudantes, foram geradas mais dúvidas do que esclarecimentos.
O grupo solicitou explicações claras sobre as mudanças na redação e os motivos existentes para essa alteração, bem como os fundamentos pedagógicos e teóricos que justificam essa decisão.
A fundação, por sua vez, apresentou também em formato de carta aberta esclarecimentos sobre o assunto, quando afirmou:
“Mais do que um treinamento para o vestibular, o simulado representou um passo importante na modernização do exame, alinhando-o às exigências atuais do ambiente acadêmico e profissional que valoriza a versatilidade na escrita. Também ofereceu à Fuvest subsídios para aprimorar suas futuras propostas e critérios avaliativos, além de fornecer aos estudantes um diagnóstico valioso sobre suas habilidades de produção textual”.
Como se preparar para escrever nos diferentes gêneros?

Diante dessa realidade, o ideal é que o candidato se prepare para escrever a sua redação nos diferentes gêneros, podendo escolher aquele na qual se adapta com mais facilidade.
Além de dominar as estratégias argumentativas e desenvolver as práticas de leitura e escrita, visando treinar a adaptação aos diferente formatos, é importante saber os diferenciais a respeito desses gêneros de escrita:
● carta – texto em prosa destinado a alguém (pessoa, grupo ou instituição),
● crônica – narrativa de eventos onde é apresentada a visão de quem escreve,
● discurso – transmissão de um conteúdo apresentando conceitos ao público,
● roteiro – texto narrativo bastante utilizado em peças teatrais e filmes.
Agora que você sabe mais sobre as mudanças da Fuvest, leia nosso post que apresenta o tema: coesão e coerência: a união que faz a diferença nas redações!